"A imprensa, como "co-participante" da guerra, torna-se senhora e escrava, ao mesmo tempo, da mesma. Senhora porque é ela quem divulga o terror à grande massa; escrava porque, inevitavelmente, sofre censura disfarçada sob a nomenclatura de um jornalismo responsável."
Trecho do texto de Ágatha Lemos para o Debate Canal da Imprensa.

Ao pensar em qual era a face da imprensa que participou das guerras do século XX, temos a imagem de uma imprensa pura e com um jornalismo responsável no processo de formação de opinião.
Porém, nos esquecemos que naquela época os jornalistas, os correspondentes dependiam de fontes militares para cobrir os principais fatos e acontecimentos das sangrentas batalhas.
Quando entramos na Primeira Guerra Mundial, podemos observar que disseminação dos fatos se dava por do telégrafo, algo que funcionou como um processo mais acelerado. Neste período os jornalistas que puderam ser correspondentes, exerciam sua função com restrições. Como exemplo, os jornalistas norte americanos, que era exigido um juramento, feito na presença do secretário da Guerra, para que transmitissem a verdade e suprimissem qualquer fato que pudesse ajudar o inimigo.
No caso dos jornalistas alemães eles deveriam esconder da população o sofrimento, iludindo-a quanto às intervenções americanas.
E para os jornalistas da Primeira Guerra ficou apenas uma conclusão:
"a verdade é, tradicionalmente, a primeira vítima da guerra".
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