Como continuação do debate Imprensa x Guerra e Censura, decidimos falar um pouco como a imprensa se comportou diante da Segunda Guerra Mundial.

Esta impotência da imprensa diante da censura imposta pelos causadores da guerra, permaneceu ainda na Segunda Guerra Mundial, contrariando o desejo de muitos jornalistas em mostrar à sociedade a verdade de forma objetiva e sem cortes.
Perante à Inteligência Militar, imprensa da 2ª Guerra, mostra-se fraca e impotente ao exibir as tragédias deste violento episódio. Sob ângulos positivos, disfarçou as derrotas e forjou estratégias fracassadas.
Na Inglaterra os correspondentes “selecionados”, são sujeitos a severas conseqüências caso quebrassem os regulamentos por ela impostos, pela Inteligência Militar.
Já nos Estados Unidos, os jornalistas tinham acesso somente a informações previamente analisadas. O Departamento de Censura submetia jornais e emissoras de rádio ao Código de Prática de Tempo de Guerra.
Tantas censuras para quantas guerras citadas, podemos dizer que este tipo repreensão durou até ao que chamamos de guerras modernas:
- Guerra da Coréia (1950-1953), em que entrevistas realizadas com prisioneiros eram "revisadas" por censores. “
- Guerra da Argélia (1954-1962), em que assassinatos diversos eram excluídos das matérias dos correspondentes e ainda edições eram apreendidas e jornalistas eram presos.”

- Também, na Guerra das Malvinas, onde fitas e filmes foram confiscados, a imprensa proibida de filmar a rendição Argentina, correspondentes que só podiam escrever o que lhes era ditado e coisas do tipo."
- Sem se esquecer a Guerra do Golfo, em 1991. Conflito cinematográfico; do monopólio (norte-americano) da informação. Guerra em que as dúvidas acerca dos fatos e imagens apresentados anulavam a comoção popular. Nela, a agência britânica de notícia, Reuters, não pôde anunciar o número de combatentes, navios, aviões e armamentos, graças à censura.
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