Direto da Redação

Hoje em dia acompanhar uma guerra, por mais violenta que seja, passou a ser uma tarefa fácil. A televisão, o rádio e a internet aproximaram o front do cidadão comum. Mas, há menos de cem atrás não era tão fácil assim.

Os dois maiores conflitos da humanidade não tiveram toda a tecnologia da Tv, e muito menos da Internet, para contar a história. Quando a Primeira Guerra “estourou” a única mídia disponível era a mídia impressa, e coube aos jornais e revistas daquela época cobrir da forma que podia o desenrolar das batalhas.

Aqui faremos uma breve apresentação da imprensa, embrionária e pouco profissional, que narrou a história da Primeira Grande Guerra à Segunda Guerra Mundial.

Fique à vontade e Boa leitura.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Imprensa: Artilharia Impotente

Como continuação do debate Imprensa x Guerra e Censura, decidimos falar um pouco como a imprensa se comportou diante da Segunda Guerra Mundial.

Esta impotência da imprensa diante da censura imposta pelos causadores da guerra, permaneceu ainda na Segunda Guerra Mundial, contrariando o desejo de muitos jornalistas em mostrar à sociedade a verdade de forma objetiva e sem cortes.

Perante à Inteligência Militar, imprensa da 2ª Guerra, mostra-se fraca e impotente ao exibir as tragédias deste violento episódio. Sob ângulos positivos, disfarçou as derrotas e forjou estratégias fracassadas.
Na Inglaterra os correspondentes “selecionados”, são sujeitos a severas conseqüências caso quebrassem os regulamentos por ela impostos, pela Inteligência Militar.

Já nos Estados Unidos, os jornalistas tinham acesso somente a informações previamente analisadas. O Departamento de Censura submetia jornais e emissoras de rádio ao Código de Prática de Tempo de Guerra.

Tantas censuras para quantas guerras citadas, podemos dizer que este tipo repreensão durou até ao que chamamos de guerras modernas:

- Guerra da Coréia (1950-1953), em que entrevistas realizadas com prisioneiros eram "revisadas" por censores. “

- Guerra da Argélia (1954-1962), em que assassinatos diversos eram excluídos das matérias dos correspondentes e ainda edições eram apreendidas e jornalistas eram presos.”

- Também, na Guerra das Malvinas, onde fitas e filmes foram confiscados, a imprensa proibida de filmar a rendição Argentina, correspondentes que só podiam escrever o que lhes era ditado e coisas do tipo."


- Sem se esquecer a Guerra do Golfo, em 1991. Conflito cinematográfico; do monopólio (norte-americano) da informação. Guerra em que as dúvidas acerca dos fatos e imagens apresentados anulavam a comoção popular. Nela, a agência britânica de notícia, Reuters, não pôde anunciar o número de combatentes, navios, aviões e armamentos, graças à censura.

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