quinta-feira, 27 de maio de 2010
As Guerras por meio do olhar jornalístico
“A primeira vítima, quando começa uma guerra, é a verdade”, disse o senador norte-americano Hiram Johnson, em 1917. A verdade é o que a imprensa buscava à época dos dois maiores conflitos bélicos da história da humanidade: A Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) e na Segunda Grande Guerra (1939-1945)
No que diz respeito à imprensa e o povo europeu, havia maior facilidade de saber o que se passava nas trincheiras porque eram países que, se não estavam próximos aos locais de combate, eram nações que buscavam a auto-afirmação por meio do conflito armado. Entretanto, o mesmo não acontecia com a imprensa brasileira, pois os correspondentes dos jornais daqui não tinham tantas facilidades de locomoção e nem acesso à áreas de combates como tinham os jornalistas dos países aliados.
Nesse cenário cinzento e empoeirado, a imprensa brasileira informava o povo através de informações publicadas em jornais internacionais. Ou seja, em muitas notícias já havia um viés, uma linha de pensamento de jornalistas estrangeiros e, quando as informações chegavam aqui, muitas vezes eram publicadas de acordo com interpretações dos editores locais. Portanto, muitas informações levadas ao povo brasileiro já haviam sido interpretadas e direcionadas.
Mas nada disso tira a importância da cobertura dos jornais brasileiros acerca dos dois conflitos. Porque era através dessas informações, mesmo que já enviesadas, que os cidadãos brasileiros podiam “ver” os combates, que foram marcados pela ascensão de algumas nações, como França, Inglaterra e Estados Unidos, e a total destruição moral de outras.
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